Maria Fernanda

“Como os oceanos tinham níveis muito baixos de água, era possível caminhar do sul da Inglaterra até a França, e continuar andando. Se não fosse impedido por outros humanos, até chegar a Java”. (livro: Uma breve história do mundo). Então fico imaginando como há coisas a aprender na geografia de nossa história. Esse é um planeta que ainda retém riquezas que não se pode avaliar. Cada leitura vem repleta de abastanças... Repensar na crueldade do homem com tudo isso é o caos. Cada um fazendo a sua parte era utopia demais, e o quadro ficou exposto sem cuidado e a paisagem começa a borrar nas laterais, meio e... Fim? Eu suponho que até os primórdios já viviam a saga. Caminho em alerta. Descrever a fundo teria que exigir experiência. Tornasse nômade por descobertas. Amo o planeta, isso eu bem sei dizer. E cada dia vale o investimento porque pouco oferecimento não me move. ✿Maria Fernanda✿

o amor é um elo

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

O sonho

 
 
Meu amor,
O futuro é cheio de segredos, que o presente não vislumbra, mas Deus sabe todos os caminhos e os rumos que marcam dois corações num só.
Ontem sonhei contigo, e sonhei com um jardim imenso, e chuva farta.
Uma paisagem linda, e nós caminhado sobre ela.
Por alguns momentos olhávamos apenas para nós, enquanto a chuva caía nos abençoando com seus pingos divinos.
De repente alguém te chamava, alguém que eu não conhecia, parecia precisar de ti.
Pedi que fosse ajudá-la.
Naquele momento, não segui contigo, preferi ficar torcendo para que desse tudo certo, e fiquei esperando ali.

A chuva começou a cair mais forte e muito gelada, e de repente numa distância grande de mim, iam formando blocos de gelo como se fossem Icebergs em todo o caminho que você havia seguido.
Ambos ficamos ilhados, um longe do outro.
Pensei em voltar e pedir ajuda, mas podia não acertar o caminho de volta, então decidi escalar aquele frio inteiro e foi o que fiz. Subi nos blocos de gelo e tentava chegar ao outro lado, onde você estava.
Estava muito cansada, mas já havia conseguido passar por alguns blocos.
 De repente um beija-flor aparece voando por cima do meu ombro, e eu por estar com o corpo cansado de escalar o gelo, já não sentia dores. Comecei a ver os blocos  com distância de mim, imaginei que estivesse sonhando ou coisa parecida, mas um pequeno beija-flor me erguia sobre o gelo e me largava num bosque onde havia muitas borboletas.
Fiquei deslumbrada ao vê-las, então sentei na relva e fiquei tentando entender, como um beija-flor conseguiu me soerguer até ali? O que estava acontecendo? Onde estava Felipe?
Lembro de ficar com muito sono e então deitava na relva e chamava por Deus. Ali o céu estava muito bonito, e o sol banhava ao redor com raios multicoloridos.
Adormeci. E lembro de acordar próximo a um riacho, ali haviam vários caminhos carregados de muitas flores, e apenas um desses caminhos era muito simples e com apenas uma flor de cor branca na entrada.
Uma borboleta pousava em meus dedos e dizia, vá menina escolha um caminho e siga, mas não pense muito apenas siga seu coração.

Levantei e segui a estrada, aquela mais simples.
Perguntei a borboletinha se podia levar aquela flor da entrada, é que a minha havia perdido.
Ela então me respondeu, teu coração deseja isso?
Respondi-lhe que sim acenando a cabeça, então a  peguei e coloquei no meu cabelo, e segui.

Lá na frente encontrei um velhinho, ele estava sentado embaixo de uma árvore com um buquê de flores sobre as pernas.
Me disse: menina vejo que gosta de flores.
Sim senhor, muito.
Que tal então trocar? Te dou estas que contém várias flores, e você me dá essa do seu cabelo.
Não posso senhor.
Por quê?
Não sei dizer, mas sinto que devo ficar com a minha.

Mas com esta poderás fazer um buquê?
Não preciso de um buquê senhor, preciso apenas de uma.
Então ele me fita e pergunta: o que buscas?
Busco Felipe.
Quem é Felipe?
Meu marido, estávamos conversando e de repente ele precisou ajudar alguém, e se foi, mas os blocos de gelo começaram a cair e nos perdemos, então resolvi procurá-lo e por isso estou aqui.
Nesse momento ouvi uma conversa, ao menos parecia ser, segui o rumo da voz, antes me virei para me despedir do senhor e ele já não estava mais lá. Continuei seguindo.
Quando escuto Felipe me chamar, estava deitado no chão e com o buquê de flores sobre a perna.

Perguntei o que havia acontecido. Ele me disse que depois de ter ajudado a senhora, se despediu e voltou. No caminho um bloco de gelo lhe caiu sobre a perna, e ele não conseguia andar, acordava e desmaiava de tanta dor. Mas de repente um senhor lhe apareceu e sentou-se ao seu lado, e pegando o buquê de flores o estendeu sobre sua perna, e a dor passou.
Felipe perguntou se aquilo era alguma magia.
O senhor respondeu que era a magia da humildade e simplicidade.

Então abracei Felipe, e ficamos ali quietos tentando entender aquilo tudo.
De repente sentia a flor mexer no meu cabelo. Então a tirei e ela se transformava numa linda borboleta, e ia direto para o ombro do senhor que curara Felipe.
Ele pegava nossas mãos e dizia.
“Nada precisa de alarde para ser.
A simplicidade e a humildade são luzes que guiam o homem ao seu ideal.
Com elas o amor é mais puro e forte, e vence qualquer obstáculo. Não precisamos de palavras quando há amor no coração, apenas o gesto profere a nobreza do homem. Quando ele aprender isso, já aprendeu a amar, então conhecerá a Deus na mais sublime perfeição.
E será eternamente criança, e caminhará com o pai na essência em grande sintonia.
Nesta linguagem não há segredos, basta apenas aprender. Pode-se encontrar a simplicidade e a humildade, até mesmo no silêncio”.

Acordei e corri a contar o sonho na gravação do meu celular, se não iria perder alguns detalhes, eram 2 da manhã. Não dormi mais, fiquei pensando como foi estranho aquele sonho.
Rezei e pedi que Deus nos protegesse.
Olhei da janela e a lua estava sorrindo.

Orei...
Eu escuto você Deus, na brisa, no canto dos pássaros, no brilho do sol.
Estou aqui agora pedindo que me faça por favor entender o sonho que tive.
As palavras do sonho foram tão bonitas.
Porque sonhei isto Deus?
Já me sinto segura, não tenho medos.
Obrigada!

Fernanda!
Imagem: net